1. O valor do conhecimento no contexto de negócios do séc. XXI
No contexto organizacional, o que teria acontecido, há dez anos, se o serviço corporativo de e-mail ou a rede da Intranet, fosse desconectado durante trinta minutos? O mundo mudou! Podemos ver, nos últimos dez anos, um conjunto de profundas mudanças do contexto sócio-econômico global: uma mutação tecnológica (a emergência da Internet, que podemos datar de 1992), seguida de uma mutação econômica (o comércio eletrônico e a virtualização da economia, que podemos datar de 1999). Assim, podemos dizer que vivemos em: uma macro rede de redes extremamente conectada e dinâmica. Todos precisam, portanto, ficar “intensivamente conectados”, para poderem tomar decisões acertadas, além de inovar constantemente!
2. Fomentando a construção coletiva do saber
A resposta talvez fosse transformar conhecimento tácito em conhecimento explicito, mas, apesar de bastante sedutora, esta proposta possui sérias falhas. Primeiramente, não podemos esquecer que o “conhecimento explícito”, é informação. Se a informação é, com certeza, a matéria-prima do conhecimento, ela não é, porém, o conhecimento em si! Em segundo lugar, para que qualquer relatório de “boas práticas” seja útil em uma organização, não é obviamente suficiente que esteja simplesmente disponível. Além de poder ser encontrado (o que pode parecer óbvio, mas não o é realmente), é necessária a existência de uma intrínseca motivação por parte de quem pode precisar dele, de buscar este relatório, ler integralmente e genuinamente seu conteúdo e fazer um efetivo uso do que lá aprendeu.
Isto significa que a organização deve passar a se preocupar com criação de um ambiente favorável para a geração, a transferência, a retenção e a aplicação do conhecimento em rede. Tal tipo de ambiente não pode apenas ser artificialmente promovido por decreto. Ele deve ser continuamente cultivado no tempo, por meio de:
• uma governança organizacional que incentive uma gestão do todo como um todo;
• a existência e o compartilhamento na organização de um conjunto de valores, que demonstrem e incentivem a confiança entre os indivíduos;
• o desenvolvimento constante de lideranças, capazes de atuar como modelos, catalisando, por meio do seu próprio exemplo, a emergência das mudanças; e
• a existência de práticas flexíveis e dinâmicas de geração instantânea de fluxos múltiplos de informação, permitindo, a todos os atores do negócio, se relacionarem de forma imediata.
3. Valor agregado para a organização.
A construção coletiva de saber, proporcionada pela emergência de redes dinâmicas de conhecimento, culmina na transformação sistêmica da própria cultura organizacional, permitindo uma metamorfose de uma organização pouco conectada e estática, para uma organização hiperconectada e dinâmica. Vejamos às necessidades do contexto de negócio do século XXI:
• a criação de uma memória organizacional caracterizada pela transmissão de sabedoria entre as gerações, conectadas por meio de redes de conhecimento;
• a geração de uma inteligência de negócios, que permita a assimilação rápida de tendências e cenários por parte de toda a organização, por meio de redes externas conectadas às redes internas; e
• o fortalecimento da criatividade dos indivíduos, potencializada na direção da obtenção de inovações incrementais, substanciais ou até radicais, que proporcionem uma fonte inegável de vantagem competitiva
Resumido por Edmilson.
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