quinta-feira, 11 de junho de 2009

Diagnóstico das redes informais nas organizações: um método de apoio à gestão do conhecimento (José Ricardo Cereja)

Empregar tecnologia não é suficiente para as empresas se manterem no mercado competitivo de hoje. É necessário vislumbrar o horizonte do conhecimento, focando ações em redes de pessoas conectadas em um contexto de inovação.

Essas redes de pessoas é que é a responsável pelo fluxo de conhecimento na empresa, alem de estimular a inovação e novas ideias. Essas redes trazem mais sinergia, envolvimento, e senso de responsabilidade e produtividade nos funcionários. Elas desempenham o papel de propiciar o feedback que facilita o aprendizado.

Muitos resultados frustrantes nesse meio se deve a pouca importância que se dá a essas redes. Os gerentes devem aprender a mapear corretamente essas redes pessoais, afim de retirar delas produto de valor para a empresa.

As comunidades criadas pelas pessoas são uma forma importantíssima de gerar conteúdo. Cada uma possui conhecimento tácito único, que ao ser compartilhado, produz um repositório de informações valiosas. Isso dá sentido à dinâmica de organização informal, tornando-a formal, organizada e documentada. Diferenciando, mas não excluindo dos grupos de trabalho formais, mais focados nos trabalhos operacionais e menos comprometido com o aprendizado.

Toda empresa tem muita informação dispersa. Isso também é filtrado e absorvido pelas redes de pessoas, através da troca de ideias e entrosamento inter-pessoal.

Uma breve descrição do método
De acordo com KRACKHARDT & HANSON (1993), "Se a organização formal é o esqueleto da companhia, a informal é o sistema nervoso central dirigindo os processos do pensamento coletivo, ações e reações de suas unidades de negócio. Projetada para facilitar modos-padrão de produção, a organização está estabelecida para lidar facilmente e antecipar problemas. Mas quando surgem problemas inesperados, é a organização informal que se apresenta. Estas redes complexas de ligações sociais formam a todo tempo comunicação entre pessoas e se solidificam diante das redes
formais estáveis."

Técnicas especificas analisam essas redes. Através de teorias gráficas, algébricas, e/ou métodos estatísticos sofisticados, se extrai das redes sub-grupos, que são semelhantes a comunidades de pratica. Saber e conseguir criar um relacionamento produtivo cognitivo entre esses grupos é que trará benefícios práticos às empresas, além de ganho individual para os indivíduos que dela participam.

Conclusão
É necessário investir nas competências dos indivíduos através da combinação entre experiência, problematização e reflexão sobre as situações e desafios de trabalho, de modo que todos, empresa e colaboradores, saiam beneficiados.
Resumido por Weslei.

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