segunda-feira, 8 de junho de 2009

Um modelo de inteligência organizacional (Karl Albrecht)

A idéia de gerenciar o conhecimento está ultrapassada. A ordem
agora é nutrir culturas de conhecimento.

O texto começa destacando a diferença entre a era da informação e a era do conhecimento, enfatizando a distração dos lideres pela ênfase equivocada da informação e não conseguindo ver o conhecimento como força propulsora do sucesso organizacional.

As tentativas iniciais de promover a gestão do como uma aplicação da tecnologia da informação (TI) não decolaram. Isso se deu, em grande parte, porque as iniciativas estavam ancoradas em um modo de pensar da Segunda Onda (era da industrialização).
Com isso o autor fala que é praticamente impossível gerenciar o conhecimento, mas, o que podemos e devemos fazer é gerenciar as circunstâncias em que o conhecimento pode prosperar. Em outras palavras, a idéia seria gerenciar culturas de conhecimento.
O conceito emergente de conhecimento como proposição cultural compartilhada – algo a ser nutrido, não gerenciado – abriu uma nova dimensão no pensamento estratégico e organizacional.

Antes que possamos descobrir o admirável mundo novo do conhecimento como o ativo competitivo que promete ser, devemos fazer importantes reparos em nossas empresas e no modo de pensar de seus dirigentes.
O objetivo é raciocinar a partir de uma pirâmide, ou hierarquia de conhecimentos, que ascende a níveis de valor agregado progressivamente mais altos:

Nível 1 – Dados: a matéria-prima essencial; quase uma substância física a ser armazenada, movimentada e manipulada.

Nível 2 – Informações: uma associação de elementos de dados que adquire significado em algum contexto particular. As informações dizem algo.

Nível 3 – Conhecimento: a conseqüência mental de angariar informações. O conhecimento só existe no cérebro humano, e todos os conhecimentos são peculiares ao cérebro que os contém.

Nível 4 – Sabedoria: conhecimento de ordem mais alta; capacidade de ir além dos conhecimentos disponíveis e chegar a novas descobertas com base no aprendizado e na experiência.

O texto também destaca a busca pelo modelo de conhecimento organizacional que seria:
Visão estratégica, destino compartilhado (todos no mesmo barco), apetite por mudanças, coração (entusiasmo, motivação), alinhamento e congruência( projeto de infra-estrutura que expressa a visão estratégica e as prioridades pelo sucesso), uso do conhecimento, pressão por desempenho (responsabilidade pessoal).

Executivos e líderes empresariais têm diante de si basicamente duas alternativas. Uma delas é continuar a andar cegamente para trás, em plena Era do Conhecimento, tendo suas opções estratégicas ditadas pelos sacerdotes da tecnologia. A outra é adotar uma atitude mental completamente diferente e engajar-se de forma criativa na oportunidade que acontece uma vez a cada século de criar todo um novo paradigma de sucesso organizacional.

Se pensarmos na missão executiva como a de criar e sustentar culturas de conhecimento, poderemos inventar uma nova gama de estratégias, pontos de vista, prioridades e princípios de liderança, e, pela primeira vez, ocorrerá um engajamento sério para fazer frente aos desafios e às possibilidades da Terceira Onda (era do conhecimento).
Resumido por Edmilson.

Um comentário:

  1. Muito interessante a forma como o texto estabelece os diferentes níveis de conhecimento o seu valor agregado proporcional.
    Pode-se fazer uma rápida comparação com os sistemas de informações: transacionais (nivel 1 - dados), gerenciais (nivel 2 - informação), executivo e especialista (nivel 3 - conhecimento) e por que não de apoio à decisão (data mining - nivel 4 - sabedoria).

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